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Para Mia Couto, Moçambique vive “uma colonização mental”

(Imagem: Reprodução Publishing Perspectives)

Quarenta anos depois da independência, Moçambique vive uma “colonização mental”. É o que afirmou o escritor moçambicano Mia Couto em entrevista à Agência Lusa, citada pelo Observador. Segundo o escritor, no atual contexto são urgentes e necessárias ideias que respeitam a realidade e a diversidade cultural do país.

– Nós ainda somos muito colonizados mentalmente e olhamos para a Europa como ponto de referência. Estamos sempre a pensar no nosso comportamento em função do outro – declarou.

Para o escritor e ex-jornalista, são frequentes no país discursos de emancipação econômica e política, mas, na verdade, os moçambicanos ainda precisam libertar-se dentro do seu próprio pensamento.

– Criou-se uma espécie de norma, uma narrativa ideológica e hegemónica. Você lê o jornal e percebe que 95% é feito por política – defendeu Mia Couto, afirmando que a política “usurpou” a vida social moçambicana, impossibilitando o desenvolvimento do país através de outras áreas de forte potencial, como a cultura e as artes.

Leia aqui a entrevista completa.

 

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