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O Kuduro, dança típica de Angola que está a virar moda no mundo, representa também a esperança de uma geração

(Imagem Reprodução Youtube)

 

Naquele bairro de Luanda, onde brincar – algo que acaba cedo – é na rua, entre garrafas de plástico, latas e um cheiro nauseabundo de lixo por recolher, não se sabe bem desde quando“.

Palavras de Nagrelha, kudurista do Sambizanga, em referência às origens do Kuduro, um ritmo que hoje carrega não apenas uma forte representação da cultura angolana, mas também a esperança de uma nova geração.

Conta a lenda que o Kuduro apareceu na década 1980, inspirada nos movimentos de Jean – Claude Van Damme, no filme Kickboxer.

 

O Kuduro é um estilo de dança angolano que vem se tornando cada vez mais popular em todo o mundo.  O nome provém de um neologismo de “bunda dura”, e a música resulta de uma mistura de batidas electrónicas com o folclore do país. As letras das canções são quase sempre escritas em português misturado com dialectos locais, e a sua mensagem é a de um quotidiano pobre. A dança tem um ritmo muito rápido e agitado, e alguns passos inspiram-se em golpes de arte marcial e acrobacias de futebol.

O Kuduro tem-se tornado a esperança de muitos dos jovens angolanos mais carenciados, grande parte desses a viver com menos de dois dólares por dia e uma rotina difícil às costas. Para muitos não há água potável e a comida é escassa, as crianças não raramente, passam dias sem uma refeição completa e com condições de higiene bastante precárias. Em meio a essa realidade hostil, o Kuduro muitas vezes é única chance aparente a milhares de jovens que sonham com uma oportunidade nos “países grandes”.

A compor ou a dançar/cantar, fazer sucesso no mundo da música é para poucos. Esses meninos e meninas entretanto não têm nada a perder, e as crescentes histórias de sucesso de jovens que receberam convites para ir morar fora a trabalhar com o Kuduro e construíram uma vida nova, alimentam as esperanças do coletivo.

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