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O Novo Fado!

Não sou amante de Fado*, nunca fui. Com alguma pena minha, considero-me até uma pequena ignorante no que toca a apreciar e degustar a beleza de um Fado. Se me perguntarem: “mas não te faz arrepiar?”, faz sim senhora! Há fados que me deixam com os pêlos arrepiadinhos mas mesmo assim, continuo uma “não amante de Fado”. E isto tem uma explicação muito simples: o Fado é triste, é muito triste… Toca na alma, na ferida e na dor. Magoa… às vezes a minha avó dizia-me: “é preciso saber o que é a tristeza para se gostar de Fado”. E eu sei o que é tristeza, mas não gosto dela nem de a sentir. Sempre que ouço Fado, ela lá está à espreita, prontinha para se apoderar de mim. Eu? concordo muito mais com Vinicius de Moraes “é melhor ser alegre, que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe”. Tudo bem… O Fado, é a nossa bandeira, é um orgulho Nacional, nomes como Amália Rodrigues, levaram Portugal e a sua cultura mais além e disso eu tenho muito orgulho (assim como da candidatura do Fado a Património Mundial), mas o Fado, aquele Fado tradicional e de raíz é quase sempre triste. P’ra dizer a verdade, identifico-me muito mais com um Novo Fado que anda por aí.

Nomes como Deolinda, fazem de mim uma nova e fervorosa amante da música tradicional portuguesa. Vibro, canto a plenos pulmões e fico com o peito cheio de orgulho ao ouvir a minha Língua cantada aos sete ventos. São as letras actuais e que retratam o país e a sociedade que hoje temos, são os arranjos mais frescos e leves, são as cores mais vivas nas roupas, que fazem com que o Fado ganhe uma nova forma de se apresentar e chegue assim aos corações dos mais novos, que acreditam no futuro e que são mais optimistas.

O “Fado Antigo” é belo, é muito belo, diz muito do povo que somos, do coração que temos e deste nosso país. Mas o “Novo Fado”, também o é: belo, interventivo, cheio de garra e optimismo. E acreditem que é preciso levar este país avante… É preciso sangue novo, que acredite e não esqueça as nossas raízes, mas que acima de tudo lute e cante bem alto que é preciso projectar um futuro risonho e luzídio!

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