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O que temos a aprender com os jovens que ocuparam quase 200 escolas em São Paulo

Nas últimas semanas, 194 escolas públicas de São Paulo foram ocupadas por estudantes em protesto contra a reorganização escolar do governo Geraldo Alckmin (PSDB), que prevê o fechamento de 93 colégios.

 

Pois saiba que estes milhares de alunos têm muito a ensinar a todos nós sobre civismo e educação. Caso ainda não tenha parado para refletir sobre o assunto, fica o convite.

 

Temos a aprender que é direito sim de um jovem exigir educação de qualidade e respeito, em vez de baixar a cabeça para decisões “que vêm de cima”.

(Imagem: Reprodução O Mal Educado)
(Imagem: Reprodução O Mal Educado)

… que educação vai muito além de decorar a tabuada e a tabela periódica.

(Imagem: Reprodução O Mal Educado)
(Imagem: Reprodução O Mal Educado)

… que protestar com atitude é mais importante que fazê-lo com vandalismo.

(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)
(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)

… que aquele velho ditado que diz “a união faz a força” é real, basta querer.

(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)
(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)

… que desperdício não é só usar água tratada para lavar a calçada, mas também sucatear as escolas e ver definhar a vocação de professores por falta de recursos.

(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)
(Imagem: Rovena Rosa, Agência Brasil)

… que o poder não é benefício exclusivo de quem foi eleito: o cidadão tem poder. Pode – deve – participar para mudar o rumo das coisas.

(Imagem: Reprodução El País Brasil)
(Imagem: Reprodução El País Brasil)

A cada dia, o movimento vem ganhando mais respaldo de organizações e artistas que declaram publicamente que estão de acordo com a iniciativa.

 

O rapper Criolo, filho da professora Dona Vilani, declarou o seu apoio à luta dos estudantes do ensino público de São Paulo contra o fechamento de suas escolas num vídeo publicado pela Revista TRIP.

 

O rapper Criolo, filho da professora Dona Vilani, declara apoio à luta dos estudantes do ensino público de São Paulo…

Posted by Revista Trip on Wednesday, December 2, 2015

 

– Esses meninos, eles é que estão dando força para nós, os adultos. É tanto desperdício você sucatear as escolas, é tanto desperdício você tratar mal os professores, o professor não poder levar dignidade através do seu trabalho e da sua entrega para a sua família – declarou.

 

Não são somente pais e professores que estão apoiando o movimento. Em apoio aos secundaristas, artistas como Criolo, Paulo Miklos, Maria Gadú, Tiê e Edgar Escandurra, vão participar da “Virada Ocupação” nos dias 06 e 07 de dezembro. O evento foi organizado pela ONG Minha Sampa, e os locais onde os shows serão realizados devem ser confirmados somente no dia do evento, para evitar repressão policial.

(Imagem: Reprodução Minha Sampa)
(Imagem: Reprodução Minha Sampa)

– Nossa ideia é mostrar que a classe artística e a comunidade apoiam esse movimento, que é legítimo, que só busca um direito que deveria ser básico: o da educação de qualidade – declarou ao jornal O Estado de S.Paulo Ana Lívia Arida, diretora da Minha Sampa.

 

Entenda

Em setembro, o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, divulgou uma reforma para que as escolas estaduais de São Paulo tenham ciclo único. A medida faz com que 754 unidades ofereçam só os anos iniciais do ensino fundamental (1.º ao 5.º ano), finais (6.º ao 9.º) ou ensino médio. Com isso, mais de 300 mil alunos serão transferidos e 93 escolas, fechadas.

 

O governo tem enfrentando oposição porque não dialogou com as comunidades escolares antes do anúncio do projeto. As Faculdades de Educação da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já repudiaram os argumentos pedagógicos da proposta. Pesquisadores ligados à Universidade Federal do ABC (UFABC) também apontaram fragilidades no estudo da secretaria que baseou a reforma.

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