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Os PALOPS já conhecem os adversários no caminho para a Taça Africana das Nações

(Imagem: Reprodução Le Figaro)

 

Foi ontem anunciado que a Taça Africana das Nações (CAN) de 2017 será disputada no Gabão, país situado na costa oeste do continente, que foi coanfitrião da competição em 2012, juntamente com a Guiné Equatorial.

Na cerimónia também foram sorteados os 13 grupos de apuramento rumo à competição e pode-se dizer que calharam diferentes sortes às equipas lusófonas.

grupos

(Imagem: Reprodução RTL)

Angola ficou inserida no Grupo B com Madagáscar, a República Centro-Africana e a República Democrática do Congo. Madagáscar e a República Centro-Africana são equipas que não estão ao nível dos Palancas, mas os congoleses prometem luta acesa pelo primeiro lugar.

No Grupo E a Guiné-Bissau disputará o acesso à fase final do torneio com a Zâmbia (campeã surpreendente em 2012, na final disputada no Gabão) o Congo e o Quénia. A Zâmbia e o Congo, que marcaram presença na edição deste ano, são claros favoritos à liderança do grupo.

O Grupo F tem como motivo de interesse extra o duelo entre países irmãos, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Em teoria, os Tubarões Azuis terão muito mais hipóteses de conseguir a qualificação, mas nisto do futebol, tudo é possível. Para além dos dois países de língua portuguesa, o grupo é ainda composto por Marrocos e Líbia. Marrocos tinha ficado impedido de participar nas próximas três edições da CAN (2017, 2019 e 2021), devido à súbita recusa em receber a competição este ano, mas recorreu da decisão e venceu no Tribunal Arbitral de Desporto, pelo que disputará a fase de grupos.

Por último, Moçambique vai disputar o Grupo H com o favorito Gana, o Ruanda e a Mauritânia.

Para a Costa do Marfim, campeã em título, prevê-se vida facilitada, uma vez que lhe calhou-lhe em sorte dividir o Grupo I apenas com o Sudão e a Serra Leoa.

A Tunísia, que teve em risco de ficar excluída da CAN, devido às duras críticas que a Federação tunisina fez à arbitragem, após a eliminação às mãos da anfitriã Guiné Equatorial, na última edição da prova, mas acabou por ser perdoada, depois do Presidente da Federação ter emitido um pedido público de desculpas. Disputará o Grupo A com o Togo, a Libéria e o Djibuti.

Para além dos 13 vencedores dos grupos, qualificam-se os dois melhores segundos classificados. O Gabão já tem presença assegurada, enquanto anfitrião.

Confira em baixo a distribuição final dos grupos.

 

Grupo A: Tunísia, Togo, Libéria, Djibuti;

Grupo B: República Democrática do Congo, Angola, República Centro-Africana, Madagáscar;

Grupo C: Mali, Guiné Equatorial, Benim, Sudão do Sul;

Grupo D: Burkina Faso, Uganda, Botswana, Comores;

Grupo E: Guiné-Bissau, Quénia, Congo, Zâmbia;

Grupo F: São Tomé, Líbia, Marrocos, Líbia;

Grupo G: Nigéria, Egito, Tanzânia, Chade;

Grupo H: Gana, Moçambique, Ruanda, Maurícia;

Grupo I: Costa do Marfim, Sudão, Serra Leoa, Gabão*

Grupo J: Argélia, Etiópia, Lesoto, Seicheles;

Grupo K: Senegal, Níger, Namíbia, Burundi;

Grupo L: Guiné, Malawi, Zimbabué, Suazilândia;

Grupo M: Camarões, África do Sul, Gâmbia, Mauritânia.

 

*O Gabão jogará sempre com a equipa que descansar no seu grupo, mas os seus resultados não entram nas contas de qualificação, uma vez que, enquanto anfitrião da prova, tem a presença assegurada.

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