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Portugal é o sexto país da União Europeia onde se trabalha mais horas

(Imagem: Reprodução Publico)

 

1857 horas. Segundo o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) é este o número exacto que, em média, cada português trabalhou em 2014, e que faz com que o país se qualifique em sexto lugar no número médio de horas trabalhadas nesse ano civil, apenas atrás da Hungria, Estónia, Polónia, Letónia e Grécia, o país que contabilizou o maior número de horas trabalhadas da União Europeia, 2042.

No extremo oposto surge a Alemanha como o país europeu onde os trabalhadores dispenderam menos tempo do ano nas suas funções laborais. Apenas 1371, menos 486 horas (20,25 dias) que os portugueses e menos 671 (27,96 dias) que os seus congéneres gregos.

A Alemanha acompanha a tendência de países do Centro e do Norte da Europa, como a Holanda, a Noruega, a Dinamarca e a França, onde o número de horas trabalhadas se fixa quase sempre abaixo das 1500 horas anuais.

É importante ter em conta que estes números refletem quer, o trabalho a tempo inteiro, quer o trabalho a tempo parcial, mais comum nos países do Centro e do Norte da Europa, e que, necessariamente, influencia as suas médias finais. Enquanto na Alemanha e na Holanda 22,3% e 38,5% dos trabalhadores, respectivamente, se enquadram neste regime, em Portugal apenas 11% dos trabalhadores prestam trabalho a tempo parcial.

Outro factor a ter em conta é produtividade. Segundo a Direcção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (Eurostat), em 2013 a produtividade portuguesa era de 65,3, abaixo de países como da grega com 74,8, e pouco mais de metade da alemã, com um impressionante registo de 126,6.

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