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Timor-Leste deve agir contra a violência de género e mortalidade materno-infantil

Leya

 

Quem assim o afirma é a Embaixadora da União Europeia de Timor-Leste, Sylvie Tabesse, que disse num seminário em Díli sobre “Integração dos compromissos da igualdade do género no planeamento e na orçamentação do Estado” que há necessidade do país engajar-se afincadamente no combate à violência de género e à mortalidade materno-infantil.

 

O evento serviu para marcar a passagem de mais um dia internacional da criança (1 de Junho). A embaixadora reforçou a necessidade de se criarem políticas exequíveis capazes de travar os níveis “inaceitavelmente elevados” de violência doméstica e sexual e a mortalidade materno-infantil.

 

– A mortalidade materna continua a ser alta e há diferenças significativas no acesso ao mercado de trabalho e na participação das mulheres – declarou Sylvie Tabesse.

 

Um recente relatório do Programa de Monitorização do Sistema Judicial (JSMP), uma organização timorense que cumpriu em Março 15 anos, relata que o problema afeta quer o sistema policial, quer a justiça.

 

Apesar de o país possuir uma lei contra violência doméstica aprovada em 2010, um outro estudo do ano passado, da Asia Foundation, refere que pelo menos 34% das mulheres timorenses entre os 15 e os 49 anos são alvo de violência sexual, com 41% delas a serem vítimas de um parceiro íntimo.

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