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Entrevista: “Todos sabiam que a prisão de Salah Abdeslam não era o fim do terrorismo na Europa”

Leya

 

Durante a manhã desta terça-feira (22 de março), uma sequência de ataques suicidas atingiu Bruxelas. As primeira explosões ocorreram no Aeroporto Internacional de Zaventem. Também houve uma explosão na estação de metro (metrô) Maelbeek.

 

Jean-François Bairiot é luso-belga e conversou com a Conexão Lusófona sobre a situação na cidade após as explosões.

 

 

– Os transportes em comum pararam, há gente nas ruas que saiu dos metros e autocarros. Toda a gente está agarrada aos smartphones.

 

O aeroporto e as estações de metro foram evacuados e o serviço de trens foi interrompido. Após os ataques no aeroporto, outra explosão aconteceu na estação Maesbeek, que fica perto de um bairro onde parte das representações da União Europeia está sediada.

 

A primeiras notícia dos ataques ao aeroporto atrasaram a rotina de Jean-François, o que o livrou de presenciar pessoalmente a explosão em Maesbeek.

 

– Eu estava a sair da minha casa quando ouvi a notícia. Isso atrasou-me um bocado, o que foi bom porque a minha namorada apanha o metro na estação Maesbeek, que está a uns 400 metros da minha casa.

 

O jovem de 33 anos relatou como tem sido a rotina na cidade, já que o país está em alerta desde os ataques em Paris, em novembro de 2015.

 

– O nível de alerta foi atenuado há algumas semanas, mas ainda havia militares por todo o lado.

 

As explosões parecem ter acontecido quando tudo estava “voltando ao normal” na cidade, mesmo com o policiamento intenso nas ruas. Segundo agências de notícias internacionais, há mais de uma dezena de mortos. A imprensa belga fala em mais de 26 vítimas fatais.

 

– A rotina foi muito afetada durante as primeiras semanas após o ataque em Paris. Mas depois de algumas semanas, as pessoas ficam habituadas. Eu não tomei o metro por cerca de dois meses. Mas há um mês e meio comecei a andar de metro de novo.

 

Os ataques ocorreram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de Salah Abdeslam. Ele era o último terrorista sobrevivente do ataque em Paris em novembro.

 

– A prisão do Salah Abdeslam deu tranquilidade às pessoas, mas todos sabiam que não era o fim do terrorismo, nem em Bruxelas, nem na Europa.

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