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Brasil: PMDB abandona o governo de Dilma Rousseff

Leya

 

Primeiro foi a ameaça, agora a confirmação: o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) rompeu a aliança que mantinha com o Partido dos Trabalhadores (PT) de Dilma Rousseff, colocando assim um ponto final no entendimento de poder entre ambos.

 

A decisão do partido deve desencadear um “desembarque em massa” dos demais partidos que integram a base aliada do governo. Após o anúncio do PMDB, os partidos do centrão devem se reunir para avaliar como se posicionar. PP, PSD e PR devem se reunir para alinhar um discurso.

 

Os ministros do partido foram orientados deixarem o governo até dia 12 de abril. Henrique Alves, ministro do Turismo, foi o primeiro a cumprir o pedido e entregou a sua demissão nesta segunda-feira (28 de março). Na carta, Alves afirma que o “diálogo” com o governo se “exauriu”.

 

Enquanto isso, Temer se prepara para assumir o Planalto

 

O vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB, tenta montar desde o final de 2015 a sua plataforma presidencial, para o caso de se confirmar o impeachment de Dilma Rousseff.

 

Caso Dilma seja afastada do cargo durante o julgamento do impeachment, Temer assumirá de forma interina a Presidência da República. Para isso ocorrer, são necessários 342 votos na Câmara, equivalente a dois terços dos deputados, o que deve ser decidido em abril, e o apoio de 41 dos 81 senadores, em votação prevista para maio. O Senado teria então mais 180 dias para julgar se a presidente cometeu crime de responsabilidade.

 

Caso o resultado do julgamento no Senado seja negativo para Dilma, Temer assumiria definitivamente a Presidência. Se a presidente for inocentada na última votação do Senado, ela reassume o governo ao final do processo e o peemedebista retorna à condição de vice.

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