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Um outro Algarve que poucos conhecem

(Imagem: Reprodução Algarve)

 

Para muitos, o Algarve é sinónimo de praias e águas quentes. Com raízes na expressão árabe al-gharb (traduzido, “para além do horizonte”) a região está dividida em duas zonas – Barlavento e Sotavento – e podemos desfrutar de lugares deslumbrantes em ambas. O Barlavento é a zona mais ocidental e o Sotavento a mais a Este, apresentamos, então, os municípios que as constituem.

Começaremos esta viagem do Oeste para o Este…

 

Barlavento

Aljezur

Aljezur

(Imagem: Reprodução Meravista)

 

A vila foi fundada pelos árabes no século X e o período islâmico foi a sua rampa de desenvolvimento, deixando vestígios no castelo ou na Ponta da Atalaia. O Parque Natural da Costa Vicentina é um bom início para um passeio começando pelo castelo, ou o que resta dele (duas torres, muralhas, uma cisterna com uma abóbada), assim como vestígios de habitações e casernas. Outro dos locais a visitar é a Igreja Matriz e o núcleo museológico do Moinho da Arregata, localizado no Rogil. Um moinho tradicional a vento ainda em funcionamento, que mostra o processo de moagem de cereais e que se encontra aberto ao publico nos meses de verão. Indispensável é o Festival da Batata-doce de Aljezur, uma festividade da região que acontece em novembro e mostra vários práticos típicos da zona, um local ideal para comer percebes, um dos clássicos da costa vicentina.

 

Sagres

Sagres

(Imagem: Reprodução Trekearth)

 

No concelho de Vila do Bispo encontramos o Promontorium Sacrum, o nome dado pelo infante D. Henrique à Fortaleza de Sagres, construída no cabo com o nome da localidade. Um lugar lindo e ventoso, e que contém no interior os canhões, um torreão quinhentista e ainda a Igreja de Nossa Senhora da Graça. Algo que também suscita muita curiosidade é a rosa dos ventos e um relógio de sol, supostamente, do tempo do infante e que se diz ter pertencido à escola náutica que o mesmo fundou em Sagres. Continuando por fortalezas históricas, seguimos para a Fortaleza do Cabo de São Vicente, construída no século XVI para proteger a costa de ataques piratas mouros. Reza a lenda que o local onde foi erguida esta fortaleza acolheu os restos mortais de São Vicente antes de serem sido transladados para Lisboa. No interior da fortaleza está um farol que foi construído em 1904 e que ainda se encontra em funcionamento.

 

Lagos

Lagos

(Imagem: Reprodução Lagos)

 

A cidade de Lagos tem origens celtas e o seu nome provém da palavra Lacobriga. O porto foi frequentado por vários povos (fenícios, gregos e cartaginenses) e teve uma enorme importância no período romano. Foi o Infante D. Henrique, pai dos descobrimentos marítimos portugueses, quem transformou a cidade no porto das naus de Gil Eanes, navegador algarvio que dobrou o Cabo Bojador, por volta de 1434.

A história está presente um pouco por toda a cidade, desde as muralhas do período romano ao Forte da Ponta da Bandeira, mas também há motivos de interesse bem mais atuais, como a Avenida dos Descobrimentos, o Mercado Municipal ou o Zoo.

 

Monchique

Monchique

(Imagem: Reprodução Algarve)

 

Os romanos foram os primeiros a instalar-se nesta vila, procurando os benefícios curativos das águas cristalinas que nascem das suas serras, mas a abundante produção de mel e medronho também ajudaram no desenvolvimento de Monchique. Sentir o ar puro da serra ou as qualidades termais das águas ajudaram a despertar o interesse generalizado pela vila. Não esquecendo que pode desfrutar das Termas de Monchique, e não deixando de lado a gastronomia, famosa pela carne de porco preto e pelos enchidos. Se é um grande apreciador de gastronomia tradicional, não pode perder a  Feira dos Enchidos local.

Continuando o caminho, temos a Fóia, o ponto mais alto do Algarve.

 

Portimão

Portimão

(Imagem: Reprodução UAL)

 

Depois de descer a serra algarvia chegamos a Portimão. Apesar da cidade ser famosa pelas praias, a história está escondida da costa. Exemplos são os monumentos megalíticos de Alcalar, um lugar de grande relevância arqueológica para o sul do país. Local que o levará a viajar no tempo e a compreender um pouco melhor a pré-história, pois poderá observar vestígios de uma comunidade megalítica, a casa de necrópole (cujos sepulcros recorrem a soluções arquitectónicas como dólmenes) e cúpulas.

Já no centro de Portimão encontramos o Museu Municipal de Portimão, instalado na antiga fábrica de conservas Feu. Seguindo para as zonas de maior movimento, perto da Praia da Rocha, localiza-se a Fortaleza de Santa Catarina, com uma vista deslumbrante sobre a praia.

Junto à costa recomendamos Alvor, uma pequena vila piscatória muito importante na região, visto tratar-se de uma zona lagunar (Ria de Alvor) pertencente à Rede Natural 2000. O local tem uma passadeira de madeira que cruza o rio e proporciona uma melhor visão da paisagem. Caso seja amante de desportos radicais, as condições para a prática de Kitesurf na região são invejáveis.

 

Silves

Silves

(Imagem: Reprodução Reticências)

 

Silves é a capital islâmica do Algarve, até porque só foi conquistada na íntegra aos árabes em 1249. É um local histórico, começando pelo Castelo de Silves que se localiza no alto de uma colina. Se for aventureiro, percorra o passeio de ronda que inclui três torreões e sete quadrelas. É hoje um dos melhores exemplares da arquitetura militar árabe em Portugal. Merece destaque também o Museu de Arqueologia, que fica perto do castelo, onde estão aproximadamente oito mil anos de história.

Não deixando de parte os vendedores de rua, não perca aquelas que são, provavelmente, as melhores laranjas do país a um preço bastante acessível. No mês de agosto lá se realiza uma das melhores Feiras Medievais do país.

 

Sotavento

Loulé

Loulé

(Imagem: Reprodução Algarve)

 

Durante cinco séculos a cidade foi de domínio árabe e período em que ganhou as suas características enquanto centro urbano, designado de Al-Ulya. Após a década de 70, tornou-se num dos mais importantes concelhos algarvios, graças às suas luxuosas zonas de Vilamoura e Almancil.

Com uma bela construção militar de origem árabe, não podemos dispensar o Castelo de Loulé, construído no século XII, do qual restam apenas três torres e uma parte da muralha que envolvia a cidade. Um local de grande interesse é o Mercado Municipal sendo uma obra de arquitetura neo-árabe muito marcante no início do século XX. Algo que também serve para deliciar as papilas gustativas é a Feira do Chocolate, não esquecendo os festivais de verão, porque não vai querer perder em junho o Festival MED.

 

Faro

Faro

(Imagem: Reprodução Faro Airport)

 

A capital do Algarve deve o seu nome aos romanos que a denominaram Ossonaba. Até ao século V e durante o período visigótico foi sede de bispado, e manteve a sua importância durante o domínio árabe. Atualmente Faro é o centro de administração de toda a região, onde está localizado o aeroporto e a Universidade do Algarve (UALG). O Teatro Lethes, que abriu as suas portas em 1845 e tem uma arquitetura romântica, comparável à do teatro de São Carlos, em Lisboa, é o grande símbolo cultural da cidade. A Ria Formosa banha o município, estende-se por Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, sendo paisagem protegida do Parque Natural. Apanhando um barco na ria pode viajar até uma das cinco ilhas barreira que completam a zona lagunar: as Ilhas Barreta, da Culatra, da Armona, de Tavira e de Cabanas.

 

Alcoutim

Alcoutim

(Imagem: Reprodução Alcoutim)

 

Foi graças às jazidas de cobre, ferro e manganês que atraíram diferentes povos, desde 2500 a.C., que a vila de Alcoutim cresceu ali nas margens do Rio Guadiana. Lá podemos visitar o núcleo museológico dedicado à história da vila, e em especial à ligação da povoação com o rio.

 

E se gostaram desta descrição, porque não percorrer o Algarve numa grande aventura? Através da Via Algarvia, que liga Alcoutim ao Cabo de São Vicente. Do que está à espera?

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