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Despovoamento e envelhecimento da população atingem níveis alarmantes na Galiza

(Imagem: Divulgação)

Como recuperar um país que desaparece?  É com esta pergunta que o periódico Sermos Galiza abre a discussão sobre o despovoamento e o envelhecimento populacional que marcam a realidade geodemográfica galega.

Os dados demográficos da Galiza evidenciam, em janeiro de 2014, o envelhecimento da população. Dos 314 concelhos do país, 216 contam com mais pessoas acima dos 65 do que jovens e crianças (0 a 19 anos). Entre 2013 e 2014 o Instituto Galego de Estatística (IGE) registrou uma diferença entre mortes e nascimentos que perpetua o saldo populacional negativo, tendência que se mantém desde 1986.

A emigração juvenil desde o estouro da crise econômica incrementou-se de maneira notável. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), nos últimos cinco anos o número de pessoas com menos de 35 anos caiu 11% (115 mil pessoas).

Esta realidade demográfica – marcada pelo envelhecimento, a baixa natalidade e a emigração – traduz-se num forte despovoamento e na concentração da população nas áreas urbanas e metropolitanas da Galiza.

O periódico Sermos Galiza dedicou uma reportagem especial sobre o assunto na edição desta semana, que propõe uma análise de causas consequências e possíveis soluções. Na capa e no editorial da edição, recebeu destaque o fato de que o ano de 2014 terminou com 14 mil galegos a menos do que o ano anterior.

“A pirâmide populacional é estarrecedora, própria de um país que desaparece”, alerta o editorial.

O analista Carlos Neira criou em seu blog, Calidonia Hibernia, um mapa que ajuda a ilustrar o tamanho do problema: a finais de 2014 “mais de 3 mil aldeias e cidades” ficaram desabitadas ou estavam em risco de o ficar (tinham menos de três habitantes).

 

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