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Tal como o Cante, a arte alentejana de fazer chocalhos foi considerada Património Imaterial da Humanidade

A decisão da UNESCO foi tomada em Windhoek, a capital da Namíbia, pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património, a arte chocalheira foi considerada por unanimidade Património Imaterial da Humanidade com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

 

A necessidade de salvaguarda vem do facto de os chocalhos correrem o sério risco de desaparecer no curto/médio prazo, uma vez que os produtores de gado usam agora outros métodos de localização dos animais, pelo que os chocalhos perderam a sua funcionalidade original.

 

Atualmente, já só existem 13 mestres chocalheiros no país, todos na zona de Viana do Alentejo, sendo que nove deles têm idade superior a 70 anos, e os restantes, apesar de serem mais novos não têm quaisquer aprendizes.

 

 

A candidatura do fabrico de chocalhos foi liderada pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT), em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas e fez um levantamento de todos os chocalheiros que começou em Trás-os-Montes e acabou nos Açores. A UNESCO considerou-a uma candidatura modelo.

 

O Alentejo é a região portuguesa que mais vezes recebeu distinções da UNESCO. Em 1986, o centro histórico de Évora foi classificado como Património Mundial da Humanidade, assim como as Fortificações de Elvas em 2012.

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