Sustentabilidade

Relatório vinculado às Nações Unidas alerta: uma em cada oito espécies serão extintas

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Um relatório da IPBES (Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services) anunciou que o aumento da taxa de extinção de espécies animais e vegetais atingiu um patamar sem precedentes na história e que as formas de atuação internacional para resolver o assunto é insuficiente.

 

Segundo a Plataforma — que tem as Nações Unidas como um dos apoiantes — é necessário um movimento transformador que impacte realmente o sistema em que vivemos, mesmo que haja a resistência de setores ligados ao status quo. Isto porque, ao final, o bem seria para todos. E esse movimento precisa ser o mais rápido possível.

 

“A saúde dos ecossistemas dos quais dependemos, assim como todas as outras espécies, se degrada mais rápido que nunca. Estamos erodindo até mesmo os fundamentos das nossas economias, os nossos meios de subsistência, a segurança alimentar, a saúde e a qualidade de vida no mundo todo”, afirmou Robert Watson, presidente do IPBES.

 

Uma em cada 8 espécies serão extintas

O relatório de avaliação mundial é o mais exaustivo trabalho sobre o assunto até hoje, fruto de um esforço intergovernamental que uniu 50 países, com 145 especialistas efetivos e contribuições de 310 outros. O esforço dos três anos de produção do relatório traça um panorama dos últimos 50 anos. Foram revistas 15 mil referências científicas e há a novidade também de ter sido a primeira que se apoiou em saberes locais e autóctones, para saber como as populações pensam o assunto. A avaliação foi co-presidida por Argentina, Alemanha, Brasil e Estados Unidos.

 

Quase um milhão de espécies são ameaçadas de extinção em todo o planeta, o que equivale a uma em cada oito espécies existentes — animais e plantas. São mais de 40% dos anfíbios, 33% dos recifes de corais, 10% dos insetos e mais de 30% dos mamíferos com risco iminente.

 

Cerca de 75% do ambiente terrestre e 66% do ambiente marinho foram significativamente modificados pela ação humana no período estudado. A poluição por plásticos apresenta como um dos maiores, senão o maior, risco ao ambiente: foi aumentada em 10 vezes desde 1980. Mas os produtos tóxicos não ficam muito atrás: algo entre 300 e 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes e outros detritos industriais são dispersos anualmente nas águas do mundo. O resultado é desastroso — já criou mais de 400 zonas mortas nos oceanos, que tem uma área equivalente maior que o Reino Unido.

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